terça-feira, 9 de setembro de 2008

S.O.S Comunicação!

Em meio a um bate-papo com outros profissionais chegamos ao assunto que todos desta área já debateram alguma vez na vida: a banalização do real intelecto dos profissionais de comunicação.

Quem desta área nunca se deparou com uma argumentação semelhante a essa: “Poxa, mas você quer cobrar essa fortuna apenas para criar um loguinho?” ou então um pedido depois de outro trabalho realizado: “É coisa simples. Só um banner institucional...coisa de meia horinha.”

Hoje, com um número cada vez maior de agências no mercado, cada forte profissional que se dedicou quatro anos em uma universidade ou investiu em alguma formação e entende a importância de uma campanha realmente planejada, com metas e mensuração de resultados, etc. e etc., se contorce ao ver uma ferramenta de comunicação mal elaborada e sem embasamento consistente algum. Mas o que mais dói é saber que qualquer pessoa (sem a mínima formação na área) pode comprar um computador dos mais básicos possíveis, adquirir softwares (normalmente ilegais) e com uma noção básica ou nula se auto-intitular web designer ou designer gráfico. Imagina se esse tipo de banalização da profissão acontecesse com a área médica ou engenharia por exemplo. No mínimo teríamos milhares de pessoas mortas por ineficiência dos auto-intitulados médicos e prédios que não se manteriam erguidos por nem um ano.

Disso tudo, paro e penso: se só exigimos e cobramos uma certificação especial de profissionais que estão extremamente relacionados ao risco de vida ou morte das pessoas nós, profissionais especializados, não creditamos tal importância a marca e a comunicação de uma empresa. Estaria eu enganada ou a comunicação continua (pelo menos nos livros) sendo uma das principais engrenagens ou, como diriam os mais antigos, a “alma do negócio”? Bem, se ela é a alma, tem vida. Logo, com uma comunicação debilitada a empresa corre sério riscos de sobrevivência.

Analogias a parte, concordo que o próprio mercado não enxerga tal importância e busca muito mais o quesito preço do que conceito, mas acredito também que se nós, profissionais de comunicação, não nos posicionarmos de tal forma teremos em um futuro muito breve um câncer em estágio avançado na nossa área que nem os médicos (com CRM) poderão curar.

Pense nisso.

Renata Ribeiro

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